Mostrando postagens com marcador Rock. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rock. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, setembro 20, 2012

Boston

Boston é uma banda de rock americana da cidade de Boston no Massachusetts. 
A banda alcançou seus sucessos mais notáveis ​​durante os anos de 1970 a 1980. Centrada no guitarrista, tecladista, compositor e produtor Tom Scholz, a banda é uma coleção de playlists de clássicos do rock. 


 As músicas mais conhecidas incluem a famosa "More Than a Feeling" dentre outras como "Peace of Mind", "Foreplay / Long Time", "Rock and Roll Band", "Smokin", "Don't Look Back" e "Amanda". 


Eles já venderam mais de 31 milhões de álbuns nos Estados Unidos, dos quais 17 milhões são o seu auto-intitulado álbum de estréia e 7 milhões são o seu segundo álbum, não olhe para trás. Vale a pena recordar e degustar desta incrível banda.

Video "More Than a Feeling", um dos clássicos do Boston.


Abaixo seguem os magnets links (necessário um cliente de torrent) para uma coletânea fantástica e a discografia completa



(*) Links encontrados na internet. Para download é necessário cliente de torrent similar ao utorrent. 

quarta-feira, julho 11, 2007

Aerosmith

Biografia

O Aerosmith surgiu em 1969, da junção de duas outras bandas: os Chain Reaction de Steven Tyler (cujo nome artístico na época era Steve Tallarico) e The Jam Band de Joe Perry e Tom Hamilton. Chain Reaction possuia muita influência de Beatles e chegaram a gravar um demo que continha canções como "The sun" e "When I need you".
Joe Perry trabalhava em uma lanchonete e fritava batatas e hamburgeres para comprar discos, dirigia o furgão de sua mãe ouvindo Led Zeppelin e sonhava em ter uma banda. Steven Tyler, às vezes, comia na lanchonete onde Joe trabalhava e, um dia, aquele rapaz de cabelo curto e liso com um óculos escuro colado com fita adesiva, que limpava a sujeira que Steven Tyler fazia na lanchonete, foi visto pelo mesmo tocando "Rattlesnake Shake" com sua banda The Jam Band.



A formação original incluía Steven Tyler (vocal), Joe Perry (guitarra) e Tom Hamilton (baixo), tendo mais tarde entrado para a banda Ray Tabano como segundo guitarrista, e posteriormente Brad Whitford (dos Earth Inc.), para desempenhar idênticas funções. Tyler, que originariamente era baterista e solista, tornou-se vocalista a tempo inteiro quando o baterista Joey Kramer se juntou ao grupo.

Após alguns espectáculos ao vivo nos bares de Boston, que lhes proporcionaram fama imediata, os Aerosmith assinaram um contrato com a editora Columbia Records em 1972, gravaram o seu álbum de estreia Aerosmith em duas semanas e lançaram-no no mercado; dele se extraiu o single "Dream On". Após uma primeira turnê a banda lançou Get Your Wings (1974), que também gozou de grande sucesso nas tabelas de vendas.
Desde então, venderam mais de 100 milhões de discos em 23 álbuns e uma coleção de prémios (Grammys, American Music Awards, Billboard Awards, MTV Awards).



Em 1975, a edição de Toys in the Attic fez deles definitivamente estrelas do rock n' roll internacional. O álbum, uma mistura bem sucedida de heavy metal, hard rock e toques de punk, constituiu um êxito imediato, tendo-se extraído dois singles ("Sweet Emotion" e "Walk This Way").

O álbum seguinte, Rocks, segundo vários fãs o melhor da banda, atingiu a platina e continha também dois grandes êxitos: "Back in the Saddle" e "Last Child". Já Draw the Line não foi tão bem reconhecido como os anteriores.
No final dos anos 70 prosseguiram-se as turnês e editaram-se mais alguns álbuns, tendo o grupo participado no filme Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band.
Em 1979, Joe Perry deixou a banda por problemas com drogas, brigando com Steven por causa de um copo de leite; formou o The Joe Perry Project, que lançou três discos. Após um acidente de moto sofrido por Steven Tyler, Brad Whitford deixou a banda em 1980 e se uniu a Derek St. Holmes, vocalista da banda de Ted Nugent, para dar origem ao projeto Whitford/St. Holmes, que em 1981 lançou um disco auto-intitulado.



Antes da saída de Joe Perry gravaram Night in the Ruts em 1979, pouco conhecido e que apresenta três covers: "Remember (Walking in the Sand)", "Think about it" e "Reefer Head Woman".
Com a parceria Perry-Tyler desfeita em 1979, o Aerosmith substituiu os elementos que abandonaram a banda por Jimmy Crespo e Rick Dufay e lançaram o seu álbum de Greatest Hits em 1980, um verdadeiro sucesso de vendas, no que foi seguido por um relativo fracasso, Rock in a Hard Place.

Após esta fase conturbada, Perry e Whitford regressaram à banda, em 1984 – teve então lugar uma turnê para comemorar a reunião dos membros do grupo; contudo, durante essa mesma turnê, Tyler chegaria a desmaiar em palco devido à dependência de drogas, afetando negativamente a imagem do grupo.
No ano seguinte, Tyler e Perry deram por concluída a sua desintoxicação das drogas, e a banda lançou Done With Mirrors, um dos melhores álbuns dos Aerosmith desde o final dos anos 70, porém um fracasso de vendas, idem ao anterior. Desde então firmaram a cada lançamento sua posição de representantes definitivos do rock n' roll.
Ao mesmo tempo, apareceram no bem sucedido cover dos Run D. M. C. de "Walk This Way", combinando rock n' roll e rap, marcando o início do regresso dos Aerosmith aos grandes êxitos.



Seguiu-se o álbum Permanent Vacation (1987), que incluiu hits como "Dude (Looks Like a Lady)", "Rag Doll" ou "Angel". Contudo, o verdadeiro álbum de regresso aos tops de vendas foi Pump, do qual se extraíram três êxitos que chegaram ao Top 10 nos Estados Unidos: "Janie's Got a Gun", "What It Takes" e "Love in an Elevator". Get a Grip (1993) foi igualmente um sucesso de vendas, tendo restabelecido definitivamente os Aerosmith como uma potência musical.
Nine Lives, de 1997, foi álbum marcado por inúmeros problemas, como o despedimento do produtor do grupo, Tim Collins; talvez por isso mesmo não tenha sido bem acolhido pelo público e pela crítica. Contudo, o maior êxito dos Aerosmith nos anos 90 terá sido, sem dúvida, o tema romântico da trilha sonora do filme Armageddon, I Don't Wanna Miss A Thing (escrito por Joe Perry e Diane Warren, ainda que Perry não seja creditado como tal).

Em 30 de Março de 2004, o seu há muito prometido álbum de blues, "Honkin' on Bobo", foi finalmente lançado, um regresso às raízes; o álbum nasceu no final de 2003 durante a turnê em conjunto com os KISS e a jam especial de blues que acontecia nas apresentações.
Em 2005, a gravadora lançou Rockin' The Joint, uma compilação de uma apresentação ao vivo realizada em 2002 pela turnê Just Push Play.
Mais recentemente, em 2006, com o fim do contrato com a Sony BMG iminente, a mesma lançou outra coletânea, Devil's Got a New Disguise, com grandes sucessos da banda em toda sua história, além de duas canções inéditas, uma delas um outtake do álbum Pump.
Em 2007, a banda voltou ao Brasil para uma única apresentação, abrindo a "Aerosmith World Tour 2007". Para o delírio ainda maior dos mais de 60 mil fãs que lotaram o estádio do Morumbi, o show contou com a abertura do Velvet Revolver (banda formada pelos ex-integrantes do Guns N'Roses e pelo ex-vocalista do Stone Temple Pilots, Scott Weiland).

Os Discos Abaixo correspondem à fase clássica do Aerosmith, confiram.

Discos

(1973) Aerosmith



1 Make It (3:40)
2 Somebody (3:45)
3 Dream On (4:27)
4 One Way Street (7:02)
5 Mama Kin (4:28)
6 Write Me (4:12)
7 Movin' Out (5:02)
8 Walkin' The Dog (3:12)
Download no Badongo

(1974) Get your Wings



1 Same old Song and dance (3:53)
2 Lord of the thighs (4:14)
3 Spaced (4:21)
4 Woman of the world (5:50)
5 S.O.S. (Too bad) (2:51)
6 Train kept a rollin' (5:33)
7 Seasons of wither (5:38)
8 Pandora's Box (5:44)
Download no Badongo

(1975) Toys In The Attic



1 Toys In The Attic (3:06)
2 Uncle Salty (4:10)
3 Adam's Apple (4:34)
4 Walk This Way (3:41)
5 Big Ten Inch Record (2:16)
6 Sweet Emotion (4:34)
7 No More No More (4:34)
8 Round And Round (5:03)
9 You See Me Crying (5:12)
Download no Badongo

(1976) Rocks



1 Back In The Saddle (4:39)
2 Last Child (3:25)
3 Rats In The Cellar (4:05)
4 Combination (3:38)
5 Sick As A Dog (4:16)
6 Nobody's Fault (4:20)
7 Get The Lead Out (3:41)
8 Lick And A Promise (3:04)
9 Home Tonight (3:14)
Download no Badongo


Clipes

Seasons of Wither



Sweet Emotion



Dream On



(*) Flyinghard Land Info: Os direitos autorais pertencem ao "Aerosmith" e sua respectiva gravadora. Os arquivos e links disponibilizados são de total responsabilidade de quem efetuar os downloads. Para ouvir o áudio dos clipes sem interferência, dê o STOP na rádio do Blog.


terça-feira, novembro 21, 2006

Canned Heat

Biografia


Canned Heat foi uma banda norte-americana de rock e blues fundada por Alan Wilson e Bob Hite. O álbum de estréia do grupo foi lançado pouco tempo depois de sua aparição no Festival Pop de Monterey, mas o estouro da banda viria mesmo depois do lançamento do disco seguinte, Boogie with Canned Heat e de sua participação no Festival de Woodstock.


Depois de alcançar grande fama com suas versões de "Goin' Up The Country" e "Let's Work Together', Wilson morreu sob circunstâncias misteriosas (provavelmente relacionada às drogas) e Hite tocou a banda - porém com inúmeras mudanças na formação - até sua morte (logo depois de um show, de um ataque cardíaco) em 1981.


A banda continua até hoje, liderada por alguns dos integrantes originais, ocasionalmente lançando discos e tocando para um público restrito e fiel.
Abaixo estão alguns discos da formação original, puro blues e rock & roll.

Discos

(1967) Canned Heat


01. Rollin' and Tumblin' (3:11)
02. Bullfrog Blues (2:20)
03. Evil is Going On (2:25)
04. Going Down Slow (3:50)
05. Catfish Blues (6:48)
06. Dust My Broom (3:18)
07. Help Me (3:14)
08. Big Road Blues (3:14)
09. Story Of My Life (3:43)
10. The Road Song (3:16)
11. Rich Woman (3:06)
Download no Megaupload

(1968) Boogie With Canned Heat


01. Evil Woman (3:02)
02. My Crime (4:03)
03. On the Road Again (5:02)
04. World in a Jug (3:30)
05. Turpentine Moan (2:59)
06. Whisky Headed Woman No. 2 (2:58)
07. Amphetamine Annie (3:39)
08. An Owl Song (2:48)
09. Marie Laveau (5:19)
10. Fried Hockey Boogie (11:08)
Download no Megaupload

(1969) Hallelujah


01. Same All Over (2:55)
02. Change My Ways (2:52)
03. Canned Heat (4:25)
04. Sic 'em Pigs (2:44)
05. I'm Her Man (3:00)
06. Time Was (3:24)
07. Do Not Enter (2:55)
08. Big Fat (2:02)
09. Huautla (3:36)
10. Get Off My Back (5:16)
11. Down In The Gutter, But Free (5:37)
Download no Megaupload

(1970) Dust My Broom


01. When Things Go Wrong (9:13)
02. I'd Rather Be The Devil (5:18)
03. Wish You Would (8:06)
04. Dust My Broom (5:48)
05. Sweet Sixteen (10:49)
06. Bullfrog Blues (7:09)
Download no Megaupload

Clipes

Goin' Up The Country (Woodstock 1969)



Let's Work Together (Live At Beat Club 1970)



A Long Way From L.A. (Live At Beat Club 1971)



(*) Os arquivos e seus direitos autorais pertencem a “Canned Heat”. O uso dos arquivos é de responsabilidade de quem efetuar os downloads. Para ouvir o áudio do clipe sem interferência, lembrar do STOP na rádio do blog.

quarta-feira, junho 28, 2006

James Gang

Biografia

O James Gang era uma banda de rock & roll formada em Cleveland, Ohio em 1966. A formação original era o baterista Jim Fox, o baixista Tom Kiss, o guitarrista Ronnie Silverman, o tecladista Phil Giallombardo, e o guitarista Gen Schwartz.





Em 1968, Joe Walsh substituiu Schwartz, que deixou a banda para se unir ao Pacific Gas & Eletric. Então a banda realizou seu álbum de estréia, o Yer' Album. Em 1969, a banda lançou seu segundo álbum titulado de The James Gang Rides Again que incluía o single "Funk #49". Dale Peters havia substituído Kriss no baixo. A banda então abriu a turnê do The Who na Inglaterra. Depois de dois álbuns, lançou Thirds, com o single "Walk Away", e Live in Concert. Walsh deixou a banda para seguir com a carreira solo e depois se unir ao The Eagles.



O vocalista Roy Kenner e o guitarrista Domenic Troiano uniram-se a banda. Troiano deixou a banda para se unir ao The Guess Who e foi substituído por Tommy Bolin. Bolin saiu em 1974 para substituir Ritchie Blackmore no Deep Purple. A banda acabou em 1976 depois de gravar um último álbum titulado de Jesse Come Home, com uma faixa em homenagem ao fora-da-lei Jesse James. Jim Fox foi o único integrante original que permaneceu na banda até o fim.



A formação clássica da banda (Walsh, Peters e Fox) se reuniu para um show durante a eleição de Bill Clinton em 1996, apresentou-se também no The Drew Carei Show na temporada de 98-99, e no Rock & Roll Hall Of Fame em Fevereiro de 2001.
A partir de Maio de 2004, Glenn Schwartz podia ser visto tocando guitarra e cantando nas noites de quinta-feira no "Major Hooples" em Flats, Cleveland.
Em Abril de 2006 foi anunciado que Walsh, Peters e Fox iriam fazer uma turnê no verão pelos Estados Unidos. Os discos abaixo são referentes a 5 álbuns que retratam a excelente preformance da banda.


Discos

(1969) Yer






01. Tuning Part One (0:41)
02. Take a Look Around (5:54)
03. Funk nO. 48 (3:09)
04. Bluebird (6:03)
05. Lost Woman (9:11)
06. Stone Rap (1:00)
07. Collage (4:02)
08. I Don't Have The Time (2:48)
09. Wrapcity in English-Fred (5:07)
10. Stop (12:08)
Download no Megaupload



(1971) Straight Shooter & Passin Thru



01. Madness (3:12)
02. Kick Back Man (4:52)
03. Get Her Back Again (2:48)
04. Loocking For My Lady (2:54)
05. Getting Old (3:47)
06. I'll Tell You Why (3:54)
07. Hairy Hypochondriac (2:57)
08. Let Me Come Home (5:02)
09. My Door Is Open (5:56)
10. Ain't Seen Nothing Yet (3:04)
11. One Way Street (4:36)
12. Had Enough (3:01)
13. Up To Yourself (2:45)
14. Everybody Needs A Hero (6:07)
15. Run Run Run (3:45)
16. Things I Want To Say To You (3:40)
17. Out Of Control (3:39)
18. Drifting Girl (5:07)
Download no Megaupload


(1975-6) Newborn & Jesse Come Home



01. Merry-Go-Round (3:04)
02. Gonna Get By (3:57)
03. Earthshaker (3:48)
04. All I Have (2:16)
05. Watch It (3:32)
06. Driftin' Dreamer (3:31)
07. Shoulda' Seen Your face (3:45)
08. Come With Me (2:33)
09. Heartbreak Hotel (2:15)
10. Red Satin Lover (2:18)
11. Cold Wind (2:37)
12. I Need Love (3:17)
13. Another Year (3:59)
14. Feelin' Alright (3:26)
15. Peasant Song (3:56)
16. Hollywood Dream (3:12)
17. Love Hurts (3:29)
18. Pick Up The Pizzas (2:30)
19. Stealin' The Show (3:58)
20. When I Was A Sailor (6:46)
Download no Megaupload


(*) Esta coleção faz parte do acervo do Flyinghard Land, os arquivos e seu direitos autorais pretencem ao James Gang, e o uso dos mesmos é de responsabilidade de quem os efetuar os downloads.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Rolling Stones

Biografia

Os Rolling Stones foram uma das mais importantes bandas da história do Rock. Enquanto os Beatles, da mesma época, cantavam a paz e letras de amor, eles pregavam a rebeldia, sexo e diversão.
A banda teve início por volta de 1962, em Dartford, Inglaterra, quando os amigos Mick Jagger e Keith Richards, foram convidados pelo guitarrista Brian Jones a montar uma banda de rhythm & blues, que se chamaria The Rolling Stones (nome tirado da canção "Rolling Stone", de Muddy Waters). O pianista Ian Stewart e Bill Wyman completavam a formação.
Esse line up durou apenas 1 ano: Ian Stewart virou roadie do grupo e Charlie Watts assumiu as baquetas. Começaram a se apresentar em vários clubes londrinos e conseguem o primeiro contrato com a Decca Records. O primeiro single saiu no mesmo ano, e trazia uma regravação da música de Chuck Berry, "Come on", junto com a música "I Want To Be Loved" de Willie Dixon e um cover da dupla Lennon e McCartney, "I Wanna Be Your Man".


O publicitário e empresário dos Stones, Andrew Loog Oldham, começa a associar o nome do grupo ao proibido, ao errado, ganhando assim mais espaço na mídia. Cria a campanha que trazia a pergunta "Você deixaria sua filha se casar com um Rolling Stone?", e ganha de vez o público que não gostava dos Beatles.
O primeiro álbum, chamado "The Rolling Stones", saiu em 1964, e apenas uma das músicas era de autoria de Jagger e Richards. O material escrito pela dupla, só começou a ganhar espaço em "Out Of Our Heads", de 1965.


Mas foi somente no ano seguinte, com "Aftermath", que o grupo iniciaria uma nova fase em sua carreira. É que o álbum foi o primeiro a trazer composições totalmente inéditas. Nessa época, alguns episódios como o do apresentador Ed Sullivan, que jurou que eles nunca retornariam ao seu programa, notas na imprensa condenando as atitudes da banda e a prisão de Jagger por porte de "pílulas ilegais", só serviriam para divulgar o grupo e a aumentar a fama de "incorrigíveis", ostentada por eles.
O sucesso dos Stones crescia a cada álbum: Com a forte influência do psicodelismo em "Their Satanic Majesties Request", de 1967; na volta ao R&B do início da carreira em "Beggars Banquet", de 1968; mantendo o estilo em "Let it Bleed", 1969 e com o ao vivo "Get Your Ya-Ya's Out" de 1970. Nesses dois últimos, Brian Jones já havia sido substituído por Mick Tailor.
Pouco tempo depois, Jones foi encontrado morto, afogado na piscina de sua prória casa. Em 1971, a banda passa para a Atlantic Records. Cria um o selo próprio, o Rolling Stones Records, e o famoso logotipo da boca com a língua pra fora, desenhada por Andy Warhol, que também assinaria a arte de "Sticky Fingers", do mesmo ano.
O álbum duplo "Exile on Main Street" lançado em 1972, chegou a ser considerado uma das melhores gravações da banda e em contrapartida, "Goat's Head Soup", de 1973, foi considerado um dos piores.
Mais um clássico, "It's Only Rock and Roll" foi lançado um ano depois, em 1974, e Ronnie Wood (que tocava com a banda inglesa The Faces) substitui Mick Taylor, que resolveu partir em carreira solo. "Black & Blue" (1976), o ao vivo "Love You Live" (1977), e "Some Girls", de 1978, que foi, até então, o álbum dos Stones com maior vendas, fecham a década de 70 em grande estilo.
Iniciam os anos 80 com "Emotional Rescue" e, em 1981, deixam a a Atlantic Records para fazerem parte do cast da EMI. "Tatoo You", já com a gravadora nova, saiu no mesmo ano e foi um grande sucesso com os hits "Start Me Up" e "Waiting on a Friend".
As turnês tomam proporções gigantescas com shows de aproximadamente 3 horas de duração e super produções de palco. Apesar do sucesso de "Tatto You", a década de 80 foi marcada pelos desentendimentos entre Jagger e Richards e apesar dos álbuns seguintes "Still Life" (1982), "Undercover" (1983), "Dirty Work" (1986) e "Steel Wheels" (1989) não terem agradado o público, os shows continuavam lotados. Os Rolling Stones entram na década de 1990 com um novo contrato, dessa vez com a CBS.


Apesar de os conflitos entre os dois líderes da banda aumentarem, o ao vivo "Flashpoint", de 1991, mostra que eles continuam entrosados e fazendo ótimas performances. Em 1994, foi lançado o álbum "Voodoo Lounge", seguido por uma extensa turnê de mesmo nome. Nessa época, todas as gravações da banda foram relançadas em CD.
O álbum de 1995, "Stripped", trazia versões acústicas de vários sucessos e a regravação "Like a Rolling Stone", de Bob Dylan que fez muito sucesso. "Bridges of Babylon", de 1996, foi seguida de uma turnê mundial das proporções de "Voodoo Lounge", além de uma ponte que ligava dois palcos, que faziam parte do cenário dos shows.
A coletânea dupla "Forty Licks" foi lançada em 2002 e trouxe algumas músicas inéditas como "Keys To Your Love" e "Stealing My Heart". Em 2005, o disco deu nome a um DVD quádruplo com previsão de lançamento para novembro. A caixa especial reúne shows do grupo em Londres, Nova York e Paris, além de um documentário sobre a trajetória dos Rolling Stones. A compilação traz ainda músicas como “Monkey Man”, “Rocks Off”, “Love Train” e “I Can’t Turn You Lose”, que nunca foram gravadas ao vivo.
Apesar de todos os problemas e desavenças pessoais, os Rolling Stones deixaram seu nome marcado pra sempre na história do Rock, atravessando décadas, encantando e atraindo diferentes gerações.
Os discos abaixo são uma mostra do que há de melhor nos Stones...


Discos

(1967) Flowers


01 Ruby Tuesday (3:19)
02 Have You Seen Your Mother Baby (2:36)
03 Let's Spend The Night Together (3:40)
04 Lady Jane (3:12)
05 Out Of Time (3:45)
06 My Girl (2:42)
07 Back Street Girl (3:29)
08 Please Go Home (3:20)
09 Mother's Little Helper (2:48)
10 Take It Or Leave It (2:51)
11 Ride On Baby (2:56)
12 Sittin' On A Fence (3:03)

(1968) Beggars Banquet


01 Sympathy for the Devil (6:18)
02 No Expectations (3:56)
03 Dear Doctor (3:22)
04 Parachute Woman (2:20)
05 Jigsaw Puzzle (6:06)
06 Street Fighting Man (3:16)
07 Prodigal Son (2:52)
08 Stray Cat Blues (4:37)
09 Factory Girl (2:09)
10 Salt of the Earth (4:47)

(1969) Let It Bleed



01 Gimmie Shelter (4:36)
02 Love In Vain (4:22)
03 Country Honk (3:10)
04 Live With Me (3:36)
05 Let It Bleed (5:34)
06 Midnight Rambler (6:57)
07 You Got The Silver (2:55)
08 Monkey Man (4:15)
09 You Can't Always Get What You Want (7:30)

(1970) Get Yer Ya-Ya's Out (Live)


01 Jumpin' Jack Flash (4:02)
02 Carol (3:46)
03 Stray Cat Blues (3:46)
04 Love In Vain (4:56)
05 Midnight Rambler (9:04)
06 Sympathy For The Devil (6:51)
07 Live With Me (3:02)
08 Little Queenie (4:33)
09 Honky Tonk Women (3:34)
10 Street Fighting Man (4:03)

(*) Esta coleção faz parte do acervo de Alessandro Borges, os arquivos e seus direitos autorais são de propriedade de "Rolling Stones" e seu uso é de responsabilidade de quem efetuar os downloads.

terça-feira, novembro 29, 2005

O Rock & Roll, Sua Expressão e Seu Enfoque Cultural

A cultura que envolve a criação de uma expressão artística calcada na exposição de idéias se faz através de uma jornada pelo universo musical conhecido como underground, com sua origem na percepção de um contexto social e político, que se evoluiu gradativamente pelas trilhas seguidas pelo Rock & Roll.
Em relação à anunciação desta expressão, a pesquisa será orientada para uma evolução posterior aos anos 50, onde se deu a origem do termo rock & roll, denominado por dj’s da época, passando por apresentações televisivas e concertos mais reservados e voltados para o tradicional, sem um impacto social forte e audacioso, porém o começo do debate cultural aqui proposto.
Quer-se enfatizar o posterior à fusão do country com o rhitmin’ Blues, no intuito de um estudo da evolução do comportamento sucessor a astros como Elvis Presley, Chuck Berry e Little Richard, que precursionaram o começo de uma evolução cultural no comportamento social e musical, trabalhando com letras pouco expressivas, mas que já denotavam narrações de fatos, histórias e viagens, que incutiam na sociedade a preocupação em se questionar os valores tradicionais.
O ponto de interesse é a capacitação do rock como expressão social e política, tendo a partir dos anos 60, o condensar do pop à poesia, na capacitação do artista como um instrumento de idéias, de um veiculador de posturas, de uma revolução em constante mudança.
Através de Bob Dylan, nascido em Duluth, Minessota, o cenário Folk - a expressão folclórica americana nos anos 60, consolidada por ser a orientação de uma disciplina quanto ao patriotismo e mesmo um condensar de ideais políticos - ganha um contexto de associação entre vários artistas no intuito de uma revolução musical. São compositores modernos, vanguardistas, bluesmans e jazzistas se unindo para o nascimento de uma nova vertente musical em detrimento aos 50’s. O que se quer é garantir através da música, uma força que eleve o estado de espírito, a crítica e a mudança de comportamento.
Os cafés, referências para o patrocínio do espetáculo musical se tornam pontos de divulgação dos novos artistas, como é o caso do “Gás Like Café”, na Califórnia nos anos 60, que abarcava músicos de vanguarda e de experimentações e dava oportunidade aos artistas de uma aquisição financeira, normalmente adquirida através de “Cestinhas” passadas ao público.
O objetivo principal destes “novos artistas” é a conscientização social através da arte, sendo um dos marcos principais desta nova fase, a expressão artística da canção “Blowin’ In The Wind”, de maio de 1962, sendo composta por Bob Dylan e se transformando num hino da paz e da celebração ao pensamento humano, suas virtudes e seus propósitos.
Através de apresentações coletivas e comícios, o ideário folk, caracterizado pela sua ligação aos movimentos políticos e civis da época, os artistas se expressavam para um grande público, como ocorreu em Berkeley, na Califórnia, em 1964, reunindo artistas como Joan Baez, Bob Dylan e Richie Havens.
Sempre nos verões da década de 60, os cantores folk se reuniam no “Festival de New Port”, onde fãs se reuniam vindo de várias partes do país se associando aos compositores e músicos.
No verão de 65, no mesmo festival, Bob Dylan, aproveitando de todo seu prestígio, quebra a tradição da música folclórica, substituindo os instrumentos acústicos pela guitarra elétrica e equipamentos com uma potência acima da habitual utilizadas nos eventos folk, criando uma capacitação musical através da instrumentação advinda do Rock & Roll dos anos 50. Surge a valorização do conteúdo no universo do rock atribuído a Bob Dylan, o pioneirismo e a socialização da música.
O interesse de Bob Dylan pela guitarra elétrica surge através de um encontro com a rapaziada da Inglaterra, “Os Beatles”, em especial com Jonh Lennon. A diversidade de sons, distorções e melodias extraídas da instrumentação elétrica em associação com a composição de Dylan e outros, cria uma nova música, um novo protesto, um novo meio de expressão cultural, Quebrando barreiras e efetivando a conquista cultural adquirida pela liberdade do “Peace & Love” no começo dos anos 70.

“Bob Dylan exerceu total influência em tudo que veio depois dele, na música Pop, no Rock, no Folk e talvez no Rhitmin’ Blues”
Tom Petty, Músico;

“Bob Dylan é o Picasso do Rock & Roll”
Bono Vox, Músico.

A associação de Dylan com os beatles, mesmo que de uma forma virtual, realça a capacitação desta nova vertente musical, sendo Dylan na composição e beatles na música instrumental.
Através desta nova leitura de comportamento, e desta influência da música como um caráter expressivo da revolução cultural, vários simpatizantes se revelam participantes do contexto e em Julho de 1965 é lançada ao topo da “Billboard” a canção “Mr. Tamborine Man”, de autoria de Bob Dylan, interpretada com arranjos dos “the Byrds”, Marcando uma nova safra de músicos e artistas embasados pelo conteúdo e reflexão surgida do Rock & Roll.
Em resposta ao antigo folk temos a evolução do conceito de rock e valorização dos novos perfis e criatividade artística. São criados vários eixos culturais dentro e fora dos Estados Unidos, como Nova Iorque, primordialmente e depois Los Angeles, na Califórnia, se tornando um centro musical embasado na “Surf Music”, tendo sua representação nos “Beach Boys” e na condecoração ao litoral e à diversão, numa primeira instância.
Em 1967, os “Beach Boys”, numa resposta a evolução do artista como músico, lançam o disco “Pet Sounds”, que se torna o marco da associação entre a música inglesa e americana, lançando uma linguagem universal em relação ao estilo e alavancando o underground no cenário mundial, definindo a vontade de se quebrar os limites da música, tendo representações peculiares e um forte impacto nos dois continentes.

Fica claro o interesse dos artistas em seguir adiante, rumo ao desconhecido, ao acaso, à experimentação. No club londrino “bag Of Nails” Jimi Hendrix se apresenta pela primeira vez, explicitando o patrocínio inglês aos novos talentos do underground, que se torna uma nova liderança no cenário mundial em 1967.
No mesmo ano Hendrix, em seu retorno aos Estados Unidos, realça a mudança do cenário mundial, contribuindo para o “Monterrey pop Festival”, em Monterrey, Califórnia. O festival marca o início do ideário “Hippie”, transformando a Greenwich Village, local destinado a este novo público, num cenário de revolução cultural, onde a importância maior é a socialização, tornando o espetáculo totalmente independente do fator econômico, como também foi o caso do “Woodstock Festival” em 1969.
No Festival de Monterrey, apenas Ravi Shankar recebeu cachê, três mil dólares. Foi a primeira vez que Jimi Hendrix tocou para americanos, e a primeira vez que Ottis Redding tocou para brancos, o que definiu o espetáculo como um marco cultural, a consolidação da música negra à branca, a fusão de interesses comuns, e a idealização de uma sociedade baseada na liberdade de expressão.

“O Monterrey Pop Festival legitimou o Rock & Roll como forma de arte em concerto”
Al Kooper, músico.

A energia e a expressão artística advinda da evolução do Rock se torna a base para a revolução do pensamento, da sexualidade, da moda e da política.
Quando o “The Who” se apresenta no festival e fecha o espetáculo com a primeira quebradeira de instrumentos em palco, temos a garantia da música como protesto, e que seqüenciado por Hendrix na sua orgia elétrica - uma encenação sexual com os instrumentos e a música - temos o entretenimento e a sexualidade como alvo de referência quanto às apresentações e a titulação cênica no espetáculo destinado ao público.
“Do ponto de vista estritamente musical, a obra de Hendrix encerra a grande lição cultural do rock. Foi essa música que praticamente estabeleceu o método fundamental de criação da contracultura. Consiste basicamente em recolher o lixo da cultura estabelecida, o que é pelo menos, considerado lixo pelos padrões intelectuais vigentes, e curtir esse lixo, leva-lo a sério como matéria prima da criação de uma nova cultura. Misticismo irracionalista, filosofia oriental, astrologia, especulação metafísica, hedonismo primitivista etc., geralmente considerados bobagens infantis pelo melhor pensamento moderno, foram transformados nas principais disciplinas do underground”.1

A boêmia dita como idealismo hippie, se expande pelo planeta e através do Woodstock, consolida seu ápice enquanto legião de pessoas com afinidades musicais, políticas e ideológicas.
No cenário de uma fazenda em nova Iorque, de propriedade de Max Yasgur, são realizados três dias de evento, voltados para um público novo e sem nenhuma especulação financeira.
Anônimos se juntam a famosos e retratam o maior festival Hippie do planeta, onde a liberdade de expressão assume um caráter de revolução cultural. São novos valores morais, a reivindicação como um caráter pessoal do jovem, o idealismo crescente que perdura numa sociedade insatisfeita com as posturas tradicionais.
São contestados valores sociais, a guerra, a política e economia mundiais. A música assume um caráter de reivindicação, e através do hino americano tocado por Hendrix com distorsões de guitarra imitando bombas e tiros, no fechamento do espetáculo, retrata no povo a anunciação de um compromisso com os direitos humanos e civis.

É o ápice da contracultura2, que além de se manifestar pelo florescimento da cultura jovem dos anos 60, se concretizou “através de inúmeras manifestações surgidas em diferentes campos, como o das Artes, com especial destaque para a música, ou melhor, para o rock; o da organização social, aparecendo em primeiro plano à ênfase dada pelo movimento hippie à vida comunitária, na cidade ou no campo, e, ainda, o da atuação política”.3
O cenário do rock, consolidado, passa por outros festivais como o “Wight Island festival”, de 1970 e segue pela década perdendo sua força e dando espaço às novas tendências como o pop e o disco, ocorrendo uma dispersão do underground em vários estilos, tais como o Heavy Metal e o progressivo, além do glitter, na segunda metade dos anos 70 e o punk rock nos 80, caracterizado principalmente por um ideal de vida agressivo e por idéias anarquistas, mas que também se dispersa por falta de uma identidade forte, sendo absorvido pela indústria cultural, a partir do momento que a imprensa mundial o retrata como sinônimo de má reputação e vandalismo.

No Brasil o enfoque das experimentações tiveram suas origens na tropicália, principalmente através dos “Mutantes” a partir de 1968, sendo que várias bandas se associaram em prol da criação de uma cultura nacional de protesto. Os “Secos & molhados” eram um exemplo claro desta preocupação, tornando composições de Vinicius de Morais e outros compositores da MPB, como também um repertório próprio, um material proeminente à “jovem guarda”, sendo arranjado e especulado pelos artistas de forma a conter uma vontade na sociedade jovem, de que era possível ir além.
Após a “precursão”, o Rock Brasileiro foi seguindo rumos cada vez mais interessantes quanto à composição, e a reivindicação social. Criou-se uma “sociedade Alternativa” através de Raul Seixas nos anos 70, e o debate ideológico de Cazuza nos anos 80, além de várias bandas como “ultraje a rigor”, “Titãs” e “Paralamas do Sucesso”.
Um fato interessante ocorrido na tropicália, é a repulsa do público a Caetano Veloso, devido à introdução do rock à MPB, no intuito de realizar a revolução cultural brasileira, fato este ocorrido também com Bob Dylan, na quebra da tradição folk.
Voltando ao mundo global, nos anos 90, o contexto musical se ressalva pelo “Grunge”, movimento dos “Skatistas do Rock”, iniciado em Seattle, nos estados Unidos, tendo como representantes bandas como “Nirvana”, “Pearl Jam” e “Alice In Chains”. Portanto se caracteriza por ser um movimento em resposta a conjuntura atual, e tenta resgatar a imagem conquistada pelo rock nos anos 70, porém não vinga e cede lugar ao universo Pop, que perdura junto à música eletrônica no Universo Contemporâneo.
Hoje o “Hippie Rock” serve apenas à memória dos antigos e à satisfação dos novos carentes. Uma das causas desta eventual dispersão musical é a perda do enfoque cultural no Rock & Roll.
Nunca houve tanta especulação financeira pelas gravadoras e companhias fonográficas quanto à promoção de eventos e a falta de patrocínios sem fins especulativos, o que retrata no mundo contemporâneo a situação da música enquanto apresentação coletiva, um fato a cada dia mais distante da cultura e socialização.

Figura 1 – O estilo hippie, despojado e característico de uma época de manifestações.

Figura 2 – Woodstock Festival de 1969, definido como o maior evento do underground musical.

Figura 3 – Jimi Hendrix, durante apresentação no Woodstock Festival.

1 – Página 68. In: o que é contracultura.

2 – Termo inventado pela imprensa norte americana, nos anos 60, para designar um conjunto de manifestações culturais novas que floresceram em prol da contestação da tradição dos valores sociais e políticos. In: O que é Contracultura.

3 – Página 40. In: O que é contracultura.

(*) Este texto faz parte da monografia "Expressão Musical na Arquitetura – Rock & Roll, Underground e Ideologia", de autoria de Alessandro Borges, defendida na graduação do curso de Arquitetura & Urbanismo da Universidade Federal de Uberlândia em fevereiro de 2003.