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quinta-feira, fevereiro 10, 2011

The Who

Biografia

The Who é uma banda de rock britânica surgida em 1964. A formação original era composta por Pete Townshend (guitarra), Roger Daltrey (vocais), John Entwistle (baixo) e Keith Moon (bateria).

O grupo alcançou fama internacional, se tornou conhecido pelo dinamismo de suas apresentações e passou a ser considerado uma das maiores bandas de rock and roll de todos os tempos.

Eles também são julgados pioneiros do estilo, popularizando entre outras coisas a ópera rock (principalmente com Tommy), sob a liderança de Pete Townshend.

No princípio de sua carreira a banda ficou famosa por arrebentar completamente seus instrumentos no final dos shows (especialmente Townshend, cuja destruição de guitarras tornar-se-ia um clichê do rock, e o alucinado Keith Moon, mandando seu kit de bateria pelos ares). Seus primeiros álbuns mod, repletos de canções pop curtas e agressivas, os distintos power chords de Townshend e temas recorrentes de rebelião juvenil e confusão sentimental, foram influências primordiais no surgimento do punk rock e do power pop.

Discografia

01. The Who Sings My Generation
02. A Quick One
03. The Who Sell Out
04. Tommy
05. Who's Next
06. Quadrophenia (Disc 1)
06. Quadrophenia (Disc 2)
07. The Who By Numbers
08. Who Are You
09. Face Dances
10. It's Hard
11. Then and Now! - 1964-2004
12. The Very Best Of The Who - My Generation

Abaixo segue link da discografia completa citada acima (MP3 320 Kbps)

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Wight Island Festival

Uma das apresentações antológicas do grupo, com toda a sua energia ao vivo na Ilha de Wight, na década de 70, no ange, com a formação original.

Abaixo segue link do show completo com extras e entrevista (Special Edition DVD Dual Layer)

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(*) O Blog sugere o cliente utorrent para o download. Os arquivos e seus direitos autorais pertencem ao artista e sua respectiva gravadora. A utilização dos mesmos é de total responsabilidade de quem efetuar os downloads.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Iron Butterfly

Biografia

Em 1966, na Califórnia, a cena musical se caracterizava pelos sons pesados e ao mesmo tempo detalhadamente elaborados, envolvendo sentimentos que refletiram as atitudes revolucionárias daquela geração do Summer of Love.


Destacando-se naquela nova cena musical, um grupo novo cujo som não só englobava as atitudes radicais da juventude americana com sua pesada bateria e uma linha de baixo marcante, mas que também anunciava aspirações mais delicadas temperadas, pôr sua esfuziante guitarra com intrincados solos e texturas múltiplas de teclados com influência até de música sacra. Em virtude dessa mistura, foi batizada Iron Butterffly. "Iron" pelo peso de seu som e "butterfly" pela leveza e beleza de suas músicas: um paradoxo.

Mundialmente conhecida por seu épico hit , "In A Gadda Da Vida", com seus 17 minutos de duração (17’05"), foi a primeira banda de rock a ter uma música tão grande executada nas rádios, detonando com os padrões então vigentes de que músicas longas não eram comerciais, e pavimentando a acidentada estrada pela qual o rock progressivo dava seus passos iniciais... Este hino psicodélico foi escrito pelo vocalista, organista, e bandleader Doug Ingle, que formou o primeiro lineup da Borboleta em 1966 em San Diego com o baterista Ron Bushy. Ainda em 66 o grupo se mudou para Los Angeles para tocar na cena musical local de pequenos clubes, conseguindo assim assinar um contrato com uma grande gravadora (ATCO, uma subsidiária da Atlantic) e obter um grande retorno de mídia por participar de excursões com The Doors, Jefferson Airplane, The Grateful Dead, Traffic, The Who, e Cream.


Após o lançamento em 1968 de seu álbum debute, "Heavy", os membros originais Jerry Penrod (baixo), Darryl DeLoach (vocais), e Danny Weis (guitarra) foram substituídos pelo promissor e jovem (17 anos) guitarman Erik Braunn e pelo bassman Lee Dorman. Weis se uniu então a outra banda, o Rinoceros. O novo lineup gravou ainda em 1968 o segundo trabalho, o "In Gadda Da Vida", que só naquele ano vendeu quatro milhões de cópias e ficou até 1969 no Top Ten do Billboard.

Ainda em 1969, o grupo foi agendado para tocar no último dia do lendário Festival de Woodstock em 1969, o Iron Butterfly infelizmente ficou retido no aeroporto, não tendo como chegar na fazenda de Max Yasgur para o que seria o seu momento máximo na história do rock.

O terceiro trabalho de 1969, "Ball", mostrou uma maior variedade musical e recebeu o Disco de Ouro. Nesta época a banda entrou em longa turnê internacional pelos E.U.A., Canadá e Europa onde chegaram a tocar no famoso Royal Albert Hall. Também dividiram o palco com nada mais nada menos que Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Frank Zappa, Chicago, Janis Joplin, Steppenwolf, Canned Heat, Three Dog Night, Quicksilver, Yes, Creedence Clearwater, Rush, The Turtles, Buffalo Springfield, Crosby Stills & Nash, & The Byrds, apenas para citar algumas bandas.


Apesar do sucesso, o desgaste foi grande e "Ball" também ficou conhecido como o marco inicial do declínio da banda. Erik Braunn deixou o grupo e foi substituído pelos guitarristas Mike Pinera e Larry "Rhino" Reinhardt. Mas a magia havia ficado nos anos 60.

Como decorrência, o sucesso do grupo declinou até que o Iron Butterfly se separou, em 1971. Braunn e Bushy tentaram ressuscitar o grupo no meio dos anos setenta, com os álbuns "Sun and Steel", de 1974, e "Schorching Beauty", de 1975. Mas sem sucesso, posto que a música que fizeram já nada mais tinha a ver com o elaborado e fantástico som do Iron Butterfly.

Abaixo seguem os discos da primeira fase do Butterfly, sendo 1 deles ao vivo.

Discos

Heavy (1968)



01 Possession (2:46)
02 Unconscious Power (2:32)
03 Get Out Of My Life, Woman (3:58)
04 Gentle As It May Seem (2:28)
05 You Can't Win (2:41)
06 So-Lo (4:05)
07 Look For The Sun (2:14)
08 Fields Of Sun (3:12)
09 Stamped Ideas (2:09)
10 Theme (4:34)
Download no Badongo

In-A-Gadda-Da-Vida (1968)



01 Most Anything You Want (3:42)
02 Flowers And Beads (3:06)
03 My Mirage (4:53)
04 Termination (2:51)
05 Are You Happy (4:30)
06 In-A-Gadda-Da-Vida (17:02)
Download no Badongo

Ball (1969)



01 In The Time Of Our Lives (4:52)
02 Soul Experience (2:54)
03 Lonely Boy (5:00)
04 Real Fright (2:45)
05 In The Crowds (2:14)
06 It Must Be Love (4:26)
07 Her Favorite Style (3:15)
08 Filled With Fear (3:47)
09 Belda-Beast (5:46)
Download no Badongo

Live (1970)



01 In The Time Of Our Lives (4:42)
02 Filled With Fear (3:41)
03 Soul Experience (4:09)
04 You Can't Win (3:26)
05 Are You Happy (4:03)
06 In-A-Gadda-Da-Vida (18:49)
Download no Badongo

Vídeos

Easy Rider



In-A-Gadda-Da-Vida



(*) Esta coleção faz parte do acervo do "Flyinghard Land", os arquivos e seus direitos autorais pertencem ao "Iron Butterfly" e o seu uso é de responsabilidade de quem efetuar os downloads. Para ouvir o áudio dos vídeos sem interferência, desative o áudio da rádio do blog, apertando o STOP do player.

terça-feira, novembro 29, 2005

O Rock & Roll, Sua Expressão e Seu Enfoque Cultural

A cultura que envolve a criação de uma expressão artística calcada na exposição de idéias se faz através de uma jornada pelo universo musical conhecido como underground, com sua origem na percepção de um contexto social e político, que se evoluiu gradativamente pelas trilhas seguidas pelo Rock & Roll.
Em relação à anunciação desta expressão, a pesquisa será orientada para uma evolução posterior aos anos 50, onde se deu a origem do termo rock & roll, denominado por dj’s da época, passando por apresentações televisivas e concertos mais reservados e voltados para o tradicional, sem um impacto social forte e audacioso, porém o começo do debate cultural aqui proposto.
Quer-se enfatizar o posterior à fusão do country com o rhitmin’ Blues, no intuito de um estudo da evolução do comportamento sucessor a astros como Elvis Presley, Chuck Berry e Little Richard, que precursionaram o começo de uma evolução cultural no comportamento social e musical, trabalhando com letras pouco expressivas, mas que já denotavam narrações de fatos, histórias e viagens, que incutiam na sociedade a preocupação em se questionar os valores tradicionais.
O ponto de interesse é a capacitação do rock como expressão social e política, tendo a partir dos anos 60, o condensar do pop à poesia, na capacitação do artista como um instrumento de idéias, de um veiculador de posturas, de uma revolução em constante mudança.
Através de Bob Dylan, nascido em Duluth, Minessota, o cenário Folk - a expressão folclórica americana nos anos 60, consolidada por ser a orientação de uma disciplina quanto ao patriotismo e mesmo um condensar de ideais políticos - ganha um contexto de associação entre vários artistas no intuito de uma revolução musical. São compositores modernos, vanguardistas, bluesmans e jazzistas se unindo para o nascimento de uma nova vertente musical em detrimento aos 50’s. O que se quer é garantir através da música, uma força que eleve o estado de espírito, a crítica e a mudança de comportamento.
Os cafés, referências para o patrocínio do espetáculo musical se tornam pontos de divulgação dos novos artistas, como é o caso do “Gás Like Café”, na Califórnia nos anos 60, que abarcava músicos de vanguarda e de experimentações e dava oportunidade aos artistas de uma aquisição financeira, normalmente adquirida através de “Cestinhas” passadas ao público.
O objetivo principal destes “novos artistas” é a conscientização social através da arte, sendo um dos marcos principais desta nova fase, a expressão artística da canção “Blowin’ In The Wind”, de maio de 1962, sendo composta por Bob Dylan e se transformando num hino da paz e da celebração ao pensamento humano, suas virtudes e seus propósitos.
Através de apresentações coletivas e comícios, o ideário folk, caracterizado pela sua ligação aos movimentos políticos e civis da época, os artistas se expressavam para um grande público, como ocorreu em Berkeley, na Califórnia, em 1964, reunindo artistas como Joan Baez, Bob Dylan e Richie Havens.
Sempre nos verões da década de 60, os cantores folk se reuniam no “Festival de New Port”, onde fãs se reuniam vindo de várias partes do país se associando aos compositores e músicos.
No verão de 65, no mesmo festival, Bob Dylan, aproveitando de todo seu prestígio, quebra a tradição da música folclórica, substituindo os instrumentos acústicos pela guitarra elétrica e equipamentos com uma potência acima da habitual utilizadas nos eventos folk, criando uma capacitação musical através da instrumentação advinda do Rock & Roll dos anos 50. Surge a valorização do conteúdo no universo do rock atribuído a Bob Dylan, o pioneirismo e a socialização da música.
O interesse de Bob Dylan pela guitarra elétrica surge através de um encontro com a rapaziada da Inglaterra, “Os Beatles”, em especial com Jonh Lennon. A diversidade de sons, distorções e melodias extraídas da instrumentação elétrica em associação com a composição de Dylan e outros, cria uma nova música, um novo protesto, um novo meio de expressão cultural, Quebrando barreiras e efetivando a conquista cultural adquirida pela liberdade do “Peace & Love” no começo dos anos 70.

“Bob Dylan exerceu total influência em tudo que veio depois dele, na música Pop, no Rock, no Folk e talvez no Rhitmin’ Blues”
Tom Petty, Músico;

“Bob Dylan é o Picasso do Rock & Roll”
Bono Vox, Músico.

A associação de Dylan com os beatles, mesmo que de uma forma virtual, realça a capacitação desta nova vertente musical, sendo Dylan na composição e beatles na música instrumental.
Através desta nova leitura de comportamento, e desta influência da música como um caráter expressivo da revolução cultural, vários simpatizantes se revelam participantes do contexto e em Julho de 1965 é lançada ao topo da “Billboard” a canção “Mr. Tamborine Man”, de autoria de Bob Dylan, interpretada com arranjos dos “the Byrds”, Marcando uma nova safra de músicos e artistas embasados pelo conteúdo e reflexão surgida do Rock & Roll.
Em resposta ao antigo folk temos a evolução do conceito de rock e valorização dos novos perfis e criatividade artística. São criados vários eixos culturais dentro e fora dos Estados Unidos, como Nova Iorque, primordialmente e depois Los Angeles, na Califórnia, se tornando um centro musical embasado na “Surf Music”, tendo sua representação nos “Beach Boys” e na condecoração ao litoral e à diversão, numa primeira instância.
Em 1967, os “Beach Boys”, numa resposta a evolução do artista como músico, lançam o disco “Pet Sounds”, que se torna o marco da associação entre a música inglesa e americana, lançando uma linguagem universal em relação ao estilo e alavancando o underground no cenário mundial, definindo a vontade de se quebrar os limites da música, tendo representações peculiares e um forte impacto nos dois continentes.

Fica claro o interesse dos artistas em seguir adiante, rumo ao desconhecido, ao acaso, à experimentação. No club londrino “bag Of Nails” Jimi Hendrix se apresenta pela primeira vez, explicitando o patrocínio inglês aos novos talentos do underground, que se torna uma nova liderança no cenário mundial em 1967.
No mesmo ano Hendrix, em seu retorno aos Estados Unidos, realça a mudança do cenário mundial, contribuindo para o “Monterrey pop Festival”, em Monterrey, Califórnia. O festival marca o início do ideário “Hippie”, transformando a Greenwich Village, local destinado a este novo público, num cenário de revolução cultural, onde a importância maior é a socialização, tornando o espetáculo totalmente independente do fator econômico, como também foi o caso do “Woodstock Festival” em 1969.
No Festival de Monterrey, apenas Ravi Shankar recebeu cachê, três mil dólares. Foi a primeira vez que Jimi Hendrix tocou para americanos, e a primeira vez que Ottis Redding tocou para brancos, o que definiu o espetáculo como um marco cultural, a consolidação da música negra à branca, a fusão de interesses comuns, e a idealização de uma sociedade baseada na liberdade de expressão.

“O Monterrey Pop Festival legitimou o Rock & Roll como forma de arte em concerto”
Al Kooper, músico.

A energia e a expressão artística advinda da evolução do Rock se torna a base para a revolução do pensamento, da sexualidade, da moda e da política.
Quando o “The Who” se apresenta no festival e fecha o espetáculo com a primeira quebradeira de instrumentos em palco, temos a garantia da música como protesto, e que seqüenciado por Hendrix na sua orgia elétrica - uma encenação sexual com os instrumentos e a música - temos o entretenimento e a sexualidade como alvo de referência quanto às apresentações e a titulação cênica no espetáculo destinado ao público.
“Do ponto de vista estritamente musical, a obra de Hendrix encerra a grande lição cultural do rock. Foi essa música que praticamente estabeleceu o método fundamental de criação da contracultura. Consiste basicamente em recolher o lixo da cultura estabelecida, o que é pelo menos, considerado lixo pelos padrões intelectuais vigentes, e curtir esse lixo, leva-lo a sério como matéria prima da criação de uma nova cultura. Misticismo irracionalista, filosofia oriental, astrologia, especulação metafísica, hedonismo primitivista etc., geralmente considerados bobagens infantis pelo melhor pensamento moderno, foram transformados nas principais disciplinas do underground”.1

A boêmia dita como idealismo hippie, se expande pelo planeta e através do Woodstock, consolida seu ápice enquanto legião de pessoas com afinidades musicais, políticas e ideológicas.
No cenário de uma fazenda em nova Iorque, de propriedade de Max Yasgur, são realizados três dias de evento, voltados para um público novo e sem nenhuma especulação financeira.
Anônimos se juntam a famosos e retratam o maior festival Hippie do planeta, onde a liberdade de expressão assume um caráter de revolução cultural. São novos valores morais, a reivindicação como um caráter pessoal do jovem, o idealismo crescente que perdura numa sociedade insatisfeita com as posturas tradicionais.
São contestados valores sociais, a guerra, a política e economia mundiais. A música assume um caráter de reivindicação, e através do hino americano tocado por Hendrix com distorsões de guitarra imitando bombas e tiros, no fechamento do espetáculo, retrata no povo a anunciação de um compromisso com os direitos humanos e civis.

É o ápice da contracultura2, que além de se manifestar pelo florescimento da cultura jovem dos anos 60, se concretizou “através de inúmeras manifestações surgidas em diferentes campos, como o das Artes, com especial destaque para a música, ou melhor, para o rock; o da organização social, aparecendo em primeiro plano à ênfase dada pelo movimento hippie à vida comunitária, na cidade ou no campo, e, ainda, o da atuação política”.3
O cenário do rock, consolidado, passa por outros festivais como o “Wight Island festival”, de 1970 e segue pela década perdendo sua força e dando espaço às novas tendências como o pop e o disco, ocorrendo uma dispersão do underground em vários estilos, tais como o Heavy Metal e o progressivo, além do glitter, na segunda metade dos anos 70 e o punk rock nos 80, caracterizado principalmente por um ideal de vida agressivo e por idéias anarquistas, mas que também se dispersa por falta de uma identidade forte, sendo absorvido pela indústria cultural, a partir do momento que a imprensa mundial o retrata como sinônimo de má reputação e vandalismo.

No Brasil o enfoque das experimentações tiveram suas origens na tropicália, principalmente através dos “Mutantes” a partir de 1968, sendo que várias bandas se associaram em prol da criação de uma cultura nacional de protesto. Os “Secos & molhados” eram um exemplo claro desta preocupação, tornando composições de Vinicius de Morais e outros compositores da MPB, como também um repertório próprio, um material proeminente à “jovem guarda”, sendo arranjado e especulado pelos artistas de forma a conter uma vontade na sociedade jovem, de que era possível ir além.
Após a “precursão”, o Rock Brasileiro foi seguindo rumos cada vez mais interessantes quanto à composição, e a reivindicação social. Criou-se uma “sociedade Alternativa” através de Raul Seixas nos anos 70, e o debate ideológico de Cazuza nos anos 80, além de várias bandas como “ultraje a rigor”, “Titãs” e “Paralamas do Sucesso”.
Um fato interessante ocorrido na tropicália, é a repulsa do público a Caetano Veloso, devido à introdução do rock à MPB, no intuito de realizar a revolução cultural brasileira, fato este ocorrido também com Bob Dylan, na quebra da tradição folk.
Voltando ao mundo global, nos anos 90, o contexto musical se ressalva pelo “Grunge”, movimento dos “Skatistas do Rock”, iniciado em Seattle, nos estados Unidos, tendo como representantes bandas como “Nirvana”, “Pearl Jam” e “Alice In Chains”. Portanto se caracteriza por ser um movimento em resposta a conjuntura atual, e tenta resgatar a imagem conquistada pelo rock nos anos 70, porém não vinga e cede lugar ao universo Pop, que perdura junto à música eletrônica no Universo Contemporâneo.
Hoje o “Hippie Rock” serve apenas à memória dos antigos e à satisfação dos novos carentes. Uma das causas desta eventual dispersão musical é a perda do enfoque cultural no Rock & Roll.
Nunca houve tanta especulação financeira pelas gravadoras e companhias fonográficas quanto à promoção de eventos e a falta de patrocínios sem fins especulativos, o que retrata no mundo contemporâneo a situação da música enquanto apresentação coletiva, um fato a cada dia mais distante da cultura e socialização.

Figura 1 – O estilo hippie, despojado e característico de uma época de manifestações.

Figura 2 – Woodstock Festival de 1969, definido como o maior evento do underground musical.

Figura 3 – Jimi Hendrix, durante apresentação no Woodstock Festival.

1 – Página 68. In: o que é contracultura.

2 – Termo inventado pela imprensa norte americana, nos anos 60, para designar um conjunto de manifestações culturais novas que floresceram em prol da contestação da tradição dos valores sociais e políticos. In: O que é Contracultura.

3 – Página 40. In: O que é contracultura.

(*) Este texto faz parte da monografia "Expressão Musical na Arquitetura – Rock & Roll, Underground e Ideologia", de autoria de Alessandro Borges, defendida na graduação do curso de Arquitetura & Urbanismo da Universidade Federal de Uberlândia em fevereiro de 2003.