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quarta-feira, dezembro 08, 2010

Jimi Hendrix

Biografia

James Marshall "Jimi" Hendrix (nascido Johnny Allen Hendrix; Seattle, 27 de novembro de 1942 – Londres, 18 de setembro de 1970) foi um guitarrista, cantor e compositor norte-americano.


Freqüentemente é citado por críticos e outros músicos como o maior guitarrista da história do rock, e um dos mais importantes e influentes músicos de sua era, em diferentes diversos gêneros musicais. Depois de obter sucesso inicial na Europa, conquistou fama nos Estados Unidos depois de sua performance em 1967 no Festival Pop de Monterey.

Hendrix foi a principal atração, dois anos mais tarde, do icônico Festival de Woodstock e do Festival da Ilha de Wight, em 1970. Hendrix dava preferência a amplificadores distorcidos e crus, dando ênfase ao ganho e aos agudos, e ajudou a desenvolver a técnica, até então indesejada, da microfonia.

Hendrix foi um dos músicos que popularizou o pedal wah-wah no rock popular, que ele utilizava freqüentemente para dar um timbre exagerado a seus solos, particularmente com o uso de bends e legato baseados na escala pentatônica. Foi influenciado por artistas de blues como B.B. King, Muddy Waters, Howlin' Wolf, Albert King e Elmore James, guitarristas de rhythm and blues e soul como Curtis Mayfield, Steve Cropper, assim como de alguns artistas do jazz moderno.

Em 1966, Hendrix, que tocou e gravou com a banda de Little Richard de 1964 a 1965, foi citado como tendo dito: "Quero fazer com minha guitarra o que Little Richard faz com sua voz."

O guitarrista mexicano Carlos Santana sugeriu que a música de Hendrix poderia ter sido influenciada por sua herança parcialmente indígena. Como produtor musical, Hendrix também inovou ao usar o estúdio de gravação como uma extensão de suas idéias musicais. Foi um dos primeiros a experimentar com a estereofonia e phasing em gravações de rock.

Hendrix conquistou diversos dos mais prestigiosos prêmios concedidos a artistas de rock durante sua vida, e recebeu diversos outros postumamente, incluindo sua confirmação no Hall da Fama do Rock and Roll americano, em 1992, e no Hall da Fama da Música do Reino Unido, em 2005.

Uma blue plaque (placa azul) foi erguida, com seu nome, diante de sua antiga residência, na Brook Street, de Londres, em setembro de 1997. Uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood (Hollywood Boulevard, 6627) foi dedicada a ele em 1994.

Em 2006 seu álbum de estréia nos Estados Unidos, Are You Experienced, foi inserido no Registro Nacional de Gravações, e a revista Rolling Stone o classificou como o melhor guitarrista na sua lista de 100 maiores guitarristas de todos os tempos, em 2003. Hendrix também foi a primeira pessoa a fazer parte do Hall da Fama da Música Nativo-Americana.

Filmes

Abaixo seguem links de duas apresentações antológicas de Hendrix, Monterey Pop Festival e Woodstock.

Live At Monterey (DVD com o show na Íntegra + Bonus)

Live At Woodstock (Dvd Duplo com Material Extra e Show Completo)

(*) O Blog sugere o cliente utorrent para o download. Os arquivos e seus direitos autorais pertencem ao artista e sua respectiva gravadora. A utilização dos mesmos é de total responsabilidade de quem efetuar os downloads.


quarta-feira, janeiro 17, 2007

Iron Butterfly

Biografia

Em 1966, na Califórnia, a cena musical se caracterizava pelos sons pesados e ao mesmo tempo detalhadamente elaborados, envolvendo sentimentos que refletiram as atitudes revolucionárias daquela geração do Summer of Love.


Destacando-se naquela nova cena musical, um grupo novo cujo som não só englobava as atitudes radicais da juventude americana com sua pesada bateria e uma linha de baixo marcante, mas que também anunciava aspirações mais delicadas temperadas, pôr sua esfuziante guitarra com intrincados solos e texturas múltiplas de teclados com influência até de música sacra. Em virtude dessa mistura, foi batizada Iron Butterffly. "Iron" pelo peso de seu som e "butterfly" pela leveza e beleza de suas músicas: um paradoxo.

Mundialmente conhecida por seu épico hit , "In A Gadda Da Vida", com seus 17 minutos de duração (17’05"), foi a primeira banda de rock a ter uma música tão grande executada nas rádios, detonando com os padrões então vigentes de que músicas longas não eram comerciais, e pavimentando a acidentada estrada pela qual o rock progressivo dava seus passos iniciais... Este hino psicodélico foi escrito pelo vocalista, organista, e bandleader Doug Ingle, que formou o primeiro lineup da Borboleta em 1966 em San Diego com o baterista Ron Bushy. Ainda em 66 o grupo se mudou para Los Angeles para tocar na cena musical local de pequenos clubes, conseguindo assim assinar um contrato com uma grande gravadora (ATCO, uma subsidiária da Atlantic) e obter um grande retorno de mídia por participar de excursões com The Doors, Jefferson Airplane, The Grateful Dead, Traffic, The Who, e Cream.


Após o lançamento em 1968 de seu álbum debute, "Heavy", os membros originais Jerry Penrod (baixo), Darryl DeLoach (vocais), e Danny Weis (guitarra) foram substituídos pelo promissor e jovem (17 anos) guitarman Erik Braunn e pelo bassman Lee Dorman. Weis se uniu então a outra banda, o Rinoceros. O novo lineup gravou ainda em 1968 o segundo trabalho, o "In Gadda Da Vida", que só naquele ano vendeu quatro milhões de cópias e ficou até 1969 no Top Ten do Billboard.

Ainda em 1969, o grupo foi agendado para tocar no último dia do lendário Festival de Woodstock em 1969, o Iron Butterfly infelizmente ficou retido no aeroporto, não tendo como chegar na fazenda de Max Yasgur para o que seria o seu momento máximo na história do rock.

O terceiro trabalho de 1969, "Ball", mostrou uma maior variedade musical e recebeu o Disco de Ouro. Nesta época a banda entrou em longa turnê internacional pelos E.U.A., Canadá e Europa onde chegaram a tocar no famoso Royal Albert Hall. Também dividiram o palco com nada mais nada menos que Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Frank Zappa, Chicago, Janis Joplin, Steppenwolf, Canned Heat, Three Dog Night, Quicksilver, Yes, Creedence Clearwater, Rush, The Turtles, Buffalo Springfield, Crosby Stills & Nash, & The Byrds, apenas para citar algumas bandas.


Apesar do sucesso, o desgaste foi grande e "Ball" também ficou conhecido como o marco inicial do declínio da banda. Erik Braunn deixou o grupo e foi substituído pelos guitarristas Mike Pinera e Larry "Rhino" Reinhardt. Mas a magia havia ficado nos anos 60.

Como decorrência, o sucesso do grupo declinou até que o Iron Butterfly se separou, em 1971. Braunn e Bushy tentaram ressuscitar o grupo no meio dos anos setenta, com os álbuns "Sun and Steel", de 1974, e "Schorching Beauty", de 1975. Mas sem sucesso, posto que a música que fizeram já nada mais tinha a ver com o elaborado e fantástico som do Iron Butterfly.

Abaixo seguem os discos da primeira fase do Butterfly, sendo 1 deles ao vivo.

Discos

Heavy (1968)



01 Possession (2:46)
02 Unconscious Power (2:32)
03 Get Out Of My Life, Woman (3:58)
04 Gentle As It May Seem (2:28)
05 You Can't Win (2:41)
06 So-Lo (4:05)
07 Look For The Sun (2:14)
08 Fields Of Sun (3:12)
09 Stamped Ideas (2:09)
10 Theme (4:34)
Download no Badongo

In-A-Gadda-Da-Vida (1968)



01 Most Anything You Want (3:42)
02 Flowers And Beads (3:06)
03 My Mirage (4:53)
04 Termination (2:51)
05 Are You Happy (4:30)
06 In-A-Gadda-Da-Vida (17:02)
Download no Badongo

Ball (1969)



01 In The Time Of Our Lives (4:52)
02 Soul Experience (2:54)
03 Lonely Boy (5:00)
04 Real Fright (2:45)
05 In The Crowds (2:14)
06 It Must Be Love (4:26)
07 Her Favorite Style (3:15)
08 Filled With Fear (3:47)
09 Belda-Beast (5:46)
Download no Badongo

Live (1970)



01 In The Time Of Our Lives (4:42)
02 Filled With Fear (3:41)
03 Soul Experience (4:09)
04 You Can't Win (3:26)
05 Are You Happy (4:03)
06 In-A-Gadda-Da-Vida (18:49)
Download no Badongo

Vídeos

Easy Rider



In-A-Gadda-Da-Vida



(*) Esta coleção faz parte do acervo do "Flyinghard Land", os arquivos e seus direitos autorais pertencem ao "Iron Butterfly" e o seu uso é de responsabilidade de quem efetuar os downloads. Para ouvir o áudio dos vídeos sem interferência, desative o áudio da rádio do blog, apertando o STOP do player.

terça-feira, novembro 21, 2006

Canned Heat

Biografia


Canned Heat foi uma banda norte-americana de rock e blues fundada por Alan Wilson e Bob Hite. O álbum de estréia do grupo foi lançado pouco tempo depois de sua aparição no Festival Pop de Monterey, mas o estouro da banda viria mesmo depois do lançamento do disco seguinte, Boogie with Canned Heat e de sua participação no Festival de Woodstock.


Depois de alcançar grande fama com suas versões de "Goin' Up The Country" e "Let's Work Together', Wilson morreu sob circunstâncias misteriosas (provavelmente relacionada às drogas) e Hite tocou a banda - porém com inúmeras mudanças na formação - até sua morte (logo depois de um show, de um ataque cardíaco) em 1981.


A banda continua até hoje, liderada por alguns dos integrantes originais, ocasionalmente lançando discos e tocando para um público restrito e fiel.
Abaixo estão alguns discos da formação original, puro blues e rock & roll.

Discos

(1967) Canned Heat


01. Rollin' and Tumblin' (3:11)
02. Bullfrog Blues (2:20)
03. Evil is Going On (2:25)
04. Going Down Slow (3:50)
05. Catfish Blues (6:48)
06. Dust My Broom (3:18)
07. Help Me (3:14)
08. Big Road Blues (3:14)
09. Story Of My Life (3:43)
10. The Road Song (3:16)
11. Rich Woman (3:06)
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(1968) Boogie With Canned Heat


01. Evil Woman (3:02)
02. My Crime (4:03)
03. On the Road Again (5:02)
04. World in a Jug (3:30)
05. Turpentine Moan (2:59)
06. Whisky Headed Woman No. 2 (2:58)
07. Amphetamine Annie (3:39)
08. An Owl Song (2:48)
09. Marie Laveau (5:19)
10. Fried Hockey Boogie (11:08)
Download no Megaupload

(1969) Hallelujah


01. Same All Over (2:55)
02. Change My Ways (2:52)
03. Canned Heat (4:25)
04. Sic 'em Pigs (2:44)
05. I'm Her Man (3:00)
06. Time Was (3:24)
07. Do Not Enter (2:55)
08. Big Fat (2:02)
09. Huautla (3:36)
10. Get Off My Back (5:16)
11. Down In The Gutter, But Free (5:37)
Download no Megaupload

(1970) Dust My Broom


01. When Things Go Wrong (9:13)
02. I'd Rather Be The Devil (5:18)
03. Wish You Would (8:06)
04. Dust My Broom (5:48)
05. Sweet Sixteen (10:49)
06. Bullfrog Blues (7:09)
Download no Megaupload

Clipes

Goin' Up The Country (Woodstock 1969)



Let's Work Together (Live At Beat Club 1970)



A Long Way From L.A. (Live At Beat Club 1971)



(*) Os arquivos e seus direitos autorais pertencem a “Canned Heat”. O uso dos arquivos é de responsabilidade de quem efetuar os downloads. Para ouvir o áudio do clipe sem interferência, lembrar do STOP na rádio do blog.

terça-feira, outubro 31, 2006

John Sebastian

Biografia

Nascido nos Estados Unidos 17 de março de 1944 Em Greenwich Village, Nova York. Compositor, gaitista, com notável experiência no cenário folk do final dos anos 60, participou com bastante influência de festivais como o Woodstock e o Wight Island Festival, sendo mais conhecido como o fundador da banda "The Lovin' Spoonful".
Seu pai, homônimo, foi também um grande gaitista, sendo a sua mãe roteirista de programas de rádio. John cresceu cercado pela música e por músicos, entre eles Burl Ives e Woody Guthrie.


Depois de formar o "The Lovin' Spoonful", que foi parte da resposta americana à Invasão Britânica, Sebastian emplacou um sucesso nos anos 70 com a canção tema do programa de TV "Welcome Back, Kotter".
Atualmente ele tem tocado com a John Sebastian and the J-Band.
Abaixo foi postada uma coletânea com os maiores sucessos de Sebastian, passando por vários momentos de sua carreira.
Entre as músicas temos "The red-eye Express", um clássico do rock & roll...

The Best Of John Sebastian

01. Red-Eye Express (2:55)
02. She's A Lady (1:45)
03. You're A Big Boy Now (2:49)
04. Magical Connection (2:48)
05. I Had A Dream (2:46)
06. The Room Nobody Lives In (3:12)
07. Younger Generation (3:11)
08. Well, Well (2:21)
09. I Don't Want Nobody Else (3:17)
10. Apple Hill (3:08)
11. The Four Of U (15:58)
12. Give Us A Break (3:41)
13. Music For People Who Don't Speak English (3:52)
14. Dixie Chicken (3:48)
15. Face Of Appalachia (4:20)
16. Stories We Could Tell (3:09)
17. Warm Baby (2:35)
18. Welcome Back (2:50)
19. I Needed Her Most When I Told (2:56)
20. Hideaway (2:54)
21. She's Funny (3:32)

Download no Megaupload

Darling Be Home Soon (Unreleased Woodstock Video)



(*) Os arquivos e seus direitos autorais pertencem a "John Sebastian".
O uso dos arquivos é de responsabilidade de quem efetuar os downloads. Para ouvir o áudio do clipe sem interferência, lembrar do STOP na rádio do Blog.

segunda-feira, março 27, 2006

Ten Years After

Biografia

O baterista Leo Lyons e o guitarrista Alvin Lee formaram, em 1962, o grupo Jaybirds em Nottinghamshire, na Inglaterra. O baterista Ric Lee e o tecladista Chick Churchill entraram em seguida, e logo o grupo tornou-se o mais conhecido na cidade. Em 1967, pensando em alcançar públicos maiores e tocar em Londres, eles decidiram mudar de nome e passaram a chamar Ten Years After. O quarteto tocava blues, jazz e rock ‘n’ roll, uma mistura que dava espaço aos solos lendários de Alvin Lee e sua guitarra.


A primeira grande apresentação foi no Club Marquee, em Londres, onde começaram a fixar o nome no circuito de música na cidade. No segundo semestre daquele ano, o Ten Years After comemorava o primeiro contrato com uma gravadora, a Deram Records. O álbum de estréia, intitulado “Ten Years After”, passou despercebido e foi somente com o segundo lançamento que a carreira do grupo decolou.
“Undead” saiu em 1968 e foi o início de muito trabalho. O disco chegou nas mãos de Bill Graham, responsável pelo show do Fillmore West e East, que reuniam as revelações do rock na década de 60 e 70. O Ten Years After tocou no Fillmore e Graham ainda produziu uma turnê nos Estados Unidos para eles naquele ano. A música de seis minutos de duração “I’m Going Home” chegou nas paradas americanas e inglesas.


O trabalho do grupo ganhava reconhecimento, principalmente o do guitarrista Alvin Lee, que se destacava no instrumento. Em 1969, eles participaram do festival Woodstock, onde tocaram uma versão de nove minutos de “I’m Going Home”. Naquele ano, eles lançaram, ainda, dois álbuns, “Stonedhenge” e “Ssssh”, que chegou ao Top 20 nos Estados Unidos. O grupo ainda participou do Newport Jazz Festival, ao lado de Nina Simone e Miles Davis.
Em 1970, “Crickewood Freen” foi lançado primeiro na Inglaterra e posteriormente nos Estados Unidos. A música “Love Like a Man” tornou-se um hit no país europeu. Naquele ano, foi lançado também um documentário sobre o Woodstock, com participação do Ten Years After e o grupo continuou em ritmo alucinante de lançamentos de discos e shows de divulgação. Só nos Estados Unidos, eles fizeram mais de 20 turnês em oito anos e tocaram bastante também na Ásia e Europa.


O segundo semestre de 1973 foi de descanso para o Ten Years After. Cada integrante iniciou uma carreira paralela e sobrou pouco tempo para o grupo. A reunião aconteceu no ano seguinte para a gravação de “Positive Vibrations”, que rendeu uma turnê na Inglaterra e outra nos Estados Unidos. Com o ritmo desacelerado, não demorou muito para que o Ten Years After anunciasse seu fim em 1975. Cada um seguiu com outros projetos, Alvin Lee lançou sua carreira solo.
Foi preciso uma data comemorativa para uma série de reuniões isoladas do grupo. Em 1983, o Marquee Club completava 25 anos e o grupo tocou algumas noites nos festejos. Cinco anos depois, eles receberam uma proposta irrecusável para tocar em 4 festivais na Alemanha. Desta vez, o encontrou rendeu ainda um disco, “About Time”, seguido por uma pequena turnê na Europa e Estados Unidos.


Em 1994, a comemoração era de 25 anos do Woodstock, onde o grupo gravou uma participação na coletânea do festival. Três anos depois, o grupo recebeu alguns convites para tocar e fez uma turnê no Brasil e alguns festivais na Europa. Eles gostaram tanto dos shows que lançaram “Solid Rock”, que faz um retrospecto da carreira e traz três músicas inéditas.
Em 2001, finalmente saiu o disco “Live at the Fillmore East 1970”, o tão aguardado registro da apresentação do grupo nos Estados Unidos. A volta mais significativa aconteceu em 2003, quando o grupo decidiu colocar outro guitarrista no lugar de Alvin Lee. O Ten Years After chamou Joe Gooch para assumir a função e lançou “One Night Jammed”. O disco foi gravado ao vivo em fevereiro de 2003 na Alemanha. A turnê pela Europa em 2004 já está marcada.

Discos

Ssssh (1969)


01 Bad Scene (3:30)
02 Two Time Mama (2:01)
03 Stoned Woman (3:30)
04 Good Morning Little Schoolgirl (6:59)
05 If You Should Love Me (5:22)
06 I Don't Know That You Don't Know My Name (2:03)
07 The Stomp (4:33)
08 I woke Up This Morning (5:30)

Rock & Roll Music To The World (1972)


01 You Give Me Loving (6:30)
02 Convention Prevention (4:22)
03 Turned Off TV Blues (5:11)
04 Standing at the Station (7:06)
05 You Can't Win Them All (4:05)
06 Religion (5:48)
07 Choo Choo Moma (4:02)
08 Tomorrow I'll Be Out of Town (4:26)
09 Rock & Roll Music to the World (3:46)
Download no Megaupload

Recorded Live (1973)


01 One of These Days (6:26)
02 You Give Me Loving (6:02)
03 Good Morning Little Schoolgirl (7:35)
04 Help Me (11:06)
05 Classical Thing (0:55)
06 Scat Thing (0:54)
07 I Can't Keep From Crying Sometimes 1 (9:04)
08 I Can't Keep From Crying Sometimes 2 (3:38)
09 I Can't Keep From Crying Sometimes 3 (3:15)
10 Silly Thing (0:54)
11 Slow Blues in C (7:52)
12 I’m Going Home (11:39)
13 Choo Choo Mama (3:11)

(*) Esta coleção faz parte do acervo do "Flyinghard Land", os arquivos e seus direitos autorais são de propriedade de "Ten Years After", e seu uso é de responsabilidade de quem efetuar os downloads.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Johnny Winter

Biografia
John Dawson Winter III, mais conhecido como Johnny Winter (nascido em 23 de fevereiro de 1944) é um guitarrista e cantor de blues norte-americano.
Nascido em Beaumont, Texas, Johnny começou a se apresentar ainda jovem com seu irmão Edgar Winter, que, assim como ele, é albino. Seu primeiro disco (Schoolboy Blues) foi lançado quando Winter tinha 15 anos de idade. Em 1968 ele começou a tocar em um trio com o baixista Tommy Shannon e o baterista Uncle John Turner. Um artigo na revista Rolling Stone ajudou a gerar interesse no grupo. O álbum Johnny Winter foi lançado no final do ano. Em 1969 o trio se apresentou em vários festivais, incluindo o Woodstock
.
Em 1973, depois de se livrar das drogas, Winter retornou em forma com Still Alive and Well. Em 1977 ele produziu o álbum Hard Again de Muddy Waters. A parceria resultaria em várias indicações ao Grammy
, e Johhny gravou o álbum Nothing But Blues com os integrantes da banda de Muddy.
Em 1988 ele foi incluído no "Hall da Fama do Blues".

Os discos aqui postados são referentes ao ano de 1969, são álbuns de uma fase de Winter que traduz toda a sua musicalidade e imponência como guitarrista, artista e "bluesman".
Discos
Johnny Winter (The Black Album)
01. I'm yours and I'm Hers (4:33)
02. Be Careful With A Fool (5:17)
03. Dallas (2:48)
04. Mean Mistreater (3:54)
05. Leland Mississippi Blues (3:32)
06. Good Morning Little Schoolg (2:45)
07. When You Got A Good Friend (3:41)
08. I'll Drown In My Tears (4:46)
09. Back Door Friend (2:55)
Second Winter
01. Memory Pain (5:34)
02. I'm Not Sure (5:23)
03. The Good Love (4:43)
04. Slippin' and Slidin' (2:47)
05. Miss Ann (3:42)
06. Johnny B. Goode (2:49)
07. Highway 61 Revisited (5:07)
08. I Love Everybody (3:43)
09. Hustled Down in Texas (3:32)
10. I Hate Everybody (2:33)
11. Fast Life Rider (7:00)
The Progressive Blues Experiment
01. Rollin' and Tumblin' (3:09)
02. Tribute to Muddy (6:21)
03. I got love if you want it (3:54)
04. Bad luck and trouble (3:43)
05. Help me (3:47)
06. Mean town blues (4:30)
07. Broke down engine (2:49)
08. Black cat bone (3:47)
09. It's my own fault (7:18)
10. Forty-Four (3:31)
Texas Blues
01. Livin' in the blues (2:46)
02. Creepy (2:21)
03. Gangster of Love (2:30)
04. The guy you left (2:31)
05. Out of sight (2:18)
06. Parchman farm (2:42)
07. Low down gal of mine (3:07)
08. Five after four AM (3:02)
09. Ease my pain (3:09)
10. 32-20 Blues (2:17)
11. Bad news (2:44)
12. Goin' down slow (4:40)
13. Kind hearted woman (3:42)
14. Harlem Nocturne (3:05)
15. Livin' in the Blues (2:40)
16. Leave my woman alone (2:42)
17. I can't believe you want to leave (2:30)
18. Roadrunner (2:04)
19. Shed so many tears (2:17)
20. Avocado Green (2:31)
21. I had to cry (1:57)
22. Please come home for Christmas (2:41)
23. That's what love does (2:20)
24. By the light of the silvery moon (2:14)
25. Kiss tomorrow goodbye (2:40)
26. Easy loving girl (2:50)
27. Birds can't row boats (Spiders of the Mind) (2:58)
28. Take a chance on my love (3:03)
29. The world turns all around her (2:38)
(*) Esta coleção faz parte do acervo de Alessandro Borges, os arquivos e seus direitos autorais são de propriedade de "Johnny Winter" e seu uso é de responsabilidade de quem efetuar os downloads.

terça-feira, novembro 29, 2005

O Rock & Roll, Sua Expressão e Seu Enfoque Cultural

A cultura que envolve a criação de uma expressão artística calcada na exposição de idéias se faz através de uma jornada pelo universo musical conhecido como underground, com sua origem na percepção de um contexto social e político, que se evoluiu gradativamente pelas trilhas seguidas pelo Rock & Roll.
Em relação à anunciação desta expressão, a pesquisa será orientada para uma evolução posterior aos anos 50, onde se deu a origem do termo rock & roll, denominado por dj’s da época, passando por apresentações televisivas e concertos mais reservados e voltados para o tradicional, sem um impacto social forte e audacioso, porém o começo do debate cultural aqui proposto.
Quer-se enfatizar o posterior à fusão do country com o rhitmin’ Blues, no intuito de um estudo da evolução do comportamento sucessor a astros como Elvis Presley, Chuck Berry e Little Richard, que precursionaram o começo de uma evolução cultural no comportamento social e musical, trabalhando com letras pouco expressivas, mas que já denotavam narrações de fatos, histórias e viagens, que incutiam na sociedade a preocupação em se questionar os valores tradicionais.
O ponto de interesse é a capacitação do rock como expressão social e política, tendo a partir dos anos 60, o condensar do pop à poesia, na capacitação do artista como um instrumento de idéias, de um veiculador de posturas, de uma revolução em constante mudança.
Através de Bob Dylan, nascido em Duluth, Minessota, o cenário Folk - a expressão folclórica americana nos anos 60, consolidada por ser a orientação de uma disciplina quanto ao patriotismo e mesmo um condensar de ideais políticos - ganha um contexto de associação entre vários artistas no intuito de uma revolução musical. São compositores modernos, vanguardistas, bluesmans e jazzistas se unindo para o nascimento de uma nova vertente musical em detrimento aos 50’s. O que se quer é garantir através da música, uma força que eleve o estado de espírito, a crítica e a mudança de comportamento.
Os cafés, referências para o patrocínio do espetáculo musical se tornam pontos de divulgação dos novos artistas, como é o caso do “Gás Like Café”, na Califórnia nos anos 60, que abarcava músicos de vanguarda e de experimentações e dava oportunidade aos artistas de uma aquisição financeira, normalmente adquirida através de “Cestinhas” passadas ao público.
O objetivo principal destes “novos artistas” é a conscientização social através da arte, sendo um dos marcos principais desta nova fase, a expressão artística da canção “Blowin’ In The Wind”, de maio de 1962, sendo composta por Bob Dylan e se transformando num hino da paz e da celebração ao pensamento humano, suas virtudes e seus propósitos.
Através de apresentações coletivas e comícios, o ideário folk, caracterizado pela sua ligação aos movimentos políticos e civis da época, os artistas se expressavam para um grande público, como ocorreu em Berkeley, na Califórnia, em 1964, reunindo artistas como Joan Baez, Bob Dylan e Richie Havens.
Sempre nos verões da década de 60, os cantores folk se reuniam no “Festival de New Port”, onde fãs se reuniam vindo de várias partes do país se associando aos compositores e músicos.
No verão de 65, no mesmo festival, Bob Dylan, aproveitando de todo seu prestígio, quebra a tradição da música folclórica, substituindo os instrumentos acústicos pela guitarra elétrica e equipamentos com uma potência acima da habitual utilizadas nos eventos folk, criando uma capacitação musical através da instrumentação advinda do Rock & Roll dos anos 50. Surge a valorização do conteúdo no universo do rock atribuído a Bob Dylan, o pioneirismo e a socialização da música.
O interesse de Bob Dylan pela guitarra elétrica surge através de um encontro com a rapaziada da Inglaterra, “Os Beatles”, em especial com Jonh Lennon. A diversidade de sons, distorções e melodias extraídas da instrumentação elétrica em associação com a composição de Dylan e outros, cria uma nova música, um novo protesto, um novo meio de expressão cultural, Quebrando barreiras e efetivando a conquista cultural adquirida pela liberdade do “Peace & Love” no começo dos anos 70.

“Bob Dylan exerceu total influência em tudo que veio depois dele, na música Pop, no Rock, no Folk e talvez no Rhitmin’ Blues”
Tom Petty, Músico;

“Bob Dylan é o Picasso do Rock & Roll”
Bono Vox, Músico.

A associação de Dylan com os beatles, mesmo que de uma forma virtual, realça a capacitação desta nova vertente musical, sendo Dylan na composição e beatles na música instrumental.
Através desta nova leitura de comportamento, e desta influência da música como um caráter expressivo da revolução cultural, vários simpatizantes se revelam participantes do contexto e em Julho de 1965 é lançada ao topo da “Billboard” a canção “Mr. Tamborine Man”, de autoria de Bob Dylan, interpretada com arranjos dos “the Byrds”, Marcando uma nova safra de músicos e artistas embasados pelo conteúdo e reflexão surgida do Rock & Roll.
Em resposta ao antigo folk temos a evolução do conceito de rock e valorização dos novos perfis e criatividade artística. São criados vários eixos culturais dentro e fora dos Estados Unidos, como Nova Iorque, primordialmente e depois Los Angeles, na Califórnia, se tornando um centro musical embasado na “Surf Music”, tendo sua representação nos “Beach Boys” e na condecoração ao litoral e à diversão, numa primeira instância.
Em 1967, os “Beach Boys”, numa resposta a evolução do artista como músico, lançam o disco “Pet Sounds”, que se torna o marco da associação entre a música inglesa e americana, lançando uma linguagem universal em relação ao estilo e alavancando o underground no cenário mundial, definindo a vontade de se quebrar os limites da música, tendo representações peculiares e um forte impacto nos dois continentes.

Fica claro o interesse dos artistas em seguir adiante, rumo ao desconhecido, ao acaso, à experimentação. No club londrino “bag Of Nails” Jimi Hendrix se apresenta pela primeira vez, explicitando o patrocínio inglês aos novos talentos do underground, que se torna uma nova liderança no cenário mundial em 1967.
No mesmo ano Hendrix, em seu retorno aos Estados Unidos, realça a mudança do cenário mundial, contribuindo para o “Monterrey pop Festival”, em Monterrey, Califórnia. O festival marca o início do ideário “Hippie”, transformando a Greenwich Village, local destinado a este novo público, num cenário de revolução cultural, onde a importância maior é a socialização, tornando o espetáculo totalmente independente do fator econômico, como também foi o caso do “Woodstock Festival” em 1969.
No Festival de Monterrey, apenas Ravi Shankar recebeu cachê, três mil dólares. Foi a primeira vez que Jimi Hendrix tocou para americanos, e a primeira vez que Ottis Redding tocou para brancos, o que definiu o espetáculo como um marco cultural, a consolidação da música negra à branca, a fusão de interesses comuns, e a idealização de uma sociedade baseada na liberdade de expressão.

“O Monterrey Pop Festival legitimou o Rock & Roll como forma de arte em concerto”
Al Kooper, músico.

A energia e a expressão artística advinda da evolução do Rock se torna a base para a revolução do pensamento, da sexualidade, da moda e da política.
Quando o “The Who” se apresenta no festival e fecha o espetáculo com a primeira quebradeira de instrumentos em palco, temos a garantia da música como protesto, e que seqüenciado por Hendrix na sua orgia elétrica - uma encenação sexual com os instrumentos e a música - temos o entretenimento e a sexualidade como alvo de referência quanto às apresentações e a titulação cênica no espetáculo destinado ao público.
“Do ponto de vista estritamente musical, a obra de Hendrix encerra a grande lição cultural do rock. Foi essa música que praticamente estabeleceu o método fundamental de criação da contracultura. Consiste basicamente em recolher o lixo da cultura estabelecida, o que é pelo menos, considerado lixo pelos padrões intelectuais vigentes, e curtir esse lixo, leva-lo a sério como matéria prima da criação de uma nova cultura. Misticismo irracionalista, filosofia oriental, astrologia, especulação metafísica, hedonismo primitivista etc., geralmente considerados bobagens infantis pelo melhor pensamento moderno, foram transformados nas principais disciplinas do underground”.1

A boêmia dita como idealismo hippie, se expande pelo planeta e através do Woodstock, consolida seu ápice enquanto legião de pessoas com afinidades musicais, políticas e ideológicas.
No cenário de uma fazenda em nova Iorque, de propriedade de Max Yasgur, são realizados três dias de evento, voltados para um público novo e sem nenhuma especulação financeira.
Anônimos se juntam a famosos e retratam o maior festival Hippie do planeta, onde a liberdade de expressão assume um caráter de revolução cultural. São novos valores morais, a reivindicação como um caráter pessoal do jovem, o idealismo crescente que perdura numa sociedade insatisfeita com as posturas tradicionais.
São contestados valores sociais, a guerra, a política e economia mundiais. A música assume um caráter de reivindicação, e através do hino americano tocado por Hendrix com distorsões de guitarra imitando bombas e tiros, no fechamento do espetáculo, retrata no povo a anunciação de um compromisso com os direitos humanos e civis.

É o ápice da contracultura2, que além de se manifestar pelo florescimento da cultura jovem dos anos 60, se concretizou “através de inúmeras manifestações surgidas em diferentes campos, como o das Artes, com especial destaque para a música, ou melhor, para o rock; o da organização social, aparecendo em primeiro plano à ênfase dada pelo movimento hippie à vida comunitária, na cidade ou no campo, e, ainda, o da atuação política”.3
O cenário do rock, consolidado, passa por outros festivais como o “Wight Island festival”, de 1970 e segue pela década perdendo sua força e dando espaço às novas tendências como o pop e o disco, ocorrendo uma dispersão do underground em vários estilos, tais como o Heavy Metal e o progressivo, além do glitter, na segunda metade dos anos 70 e o punk rock nos 80, caracterizado principalmente por um ideal de vida agressivo e por idéias anarquistas, mas que também se dispersa por falta de uma identidade forte, sendo absorvido pela indústria cultural, a partir do momento que a imprensa mundial o retrata como sinônimo de má reputação e vandalismo.

No Brasil o enfoque das experimentações tiveram suas origens na tropicália, principalmente através dos “Mutantes” a partir de 1968, sendo que várias bandas se associaram em prol da criação de uma cultura nacional de protesto. Os “Secos & molhados” eram um exemplo claro desta preocupação, tornando composições de Vinicius de Morais e outros compositores da MPB, como também um repertório próprio, um material proeminente à “jovem guarda”, sendo arranjado e especulado pelos artistas de forma a conter uma vontade na sociedade jovem, de que era possível ir além.
Após a “precursão”, o Rock Brasileiro foi seguindo rumos cada vez mais interessantes quanto à composição, e a reivindicação social. Criou-se uma “sociedade Alternativa” através de Raul Seixas nos anos 70, e o debate ideológico de Cazuza nos anos 80, além de várias bandas como “ultraje a rigor”, “Titãs” e “Paralamas do Sucesso”.
Um fato interessante ocorrido na tropicália, é a repulsa do público a Caetano Veloso, devido à introdução do rock à MPB, no intuito de realizar a revolução cultural brasileira, fato este ocorrido também com Bob Dylan, na quebra da tradição folk.
Voltando ao mundo global, nos anos 90, o contexto musical se ressalva pelo “Grunge”, movimento dos “Skatistas do Rock”, iniciado em Seattle, nos estados Unidos, tendo como representantes bandas como “Nirvana”, “Pearl Jam” e “Alice In Chains”. Portanto se caracteriza por ser um movimento em resposta a conjuntura atual, e tenta resgatar a imagem conquistada pelo rock nos anos 70, porém não vinga e cede lugar ao universo Pop, que perdura junto à música eletrônica no Universo Contemporâneo.
Hoje o “Hippie Rock” serve apenas à memória dos antigos e à satisfação dos novos carentes. Uma das causas desta eventual dispersão musical é a perda do enfoque cultural no Rock & Roll.
Nunca houve tanta especulação financeira pelas gravadoras e companhias fonográficas quanto à promoção de eventos e a falta de patrocínios sem fins especulativos, o que retrata no mundo contemporâneo a situação da música enquanto apresentação coletiva, um fato a cada dia mais distante da cultura e socialização.

Figura 1 – O estilo hippie, despojado e característico de uma época de manifestações.

Figura 2 – Woodstock Festival de 1969, definido como o maior evento do underground musical.

Figura 3 – Jimi Hendrix, durante apresentação no Woodstock Festival.

1 – Página 68. In: o que é contracultura.

2 – Termo inventado pela imprensa norte americana, nos anos 60, para designar um conjunto de manifestações culturais novas que floresceram em prol da contestação da tradição dos valores sociais e políticos. In: O que é Contracultura.

3 – Página 40. In: O que é contracultura.

(*) Este texto faz parte da monografia "Expressão Musical na Arquitetura – Rock & Roll, Underground e Ideologia", de autoria de Alessandro Borges, defendida na graduação do curso de Arquitetura & Urbanismo da Universidade Federal de Uberlândia em fevereiro de 2003.